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Força e construção muscular

Exercícios com peso do corpo reduzem fragilidade de idosos em estudo da USP

Programa de 24 semanas em uma UBS de Sorocaba melhorou força, caminhada e desempenho ao levantar da cadeira.

Coach Orlando
30 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

Exercícios com peso corporal foram utilizados em programa supervisionado para idosos em Sorocaba (SP). Imagem ilustrativa gerada por IA.

Exercícios realizados com o próprio peso corporal podem ajudar no manejo da fragilidade na velhice. Em pesquisa com 60 idosos, de idade média de 74 anos, o grupo que seguiu o treinamento apresentou melhora da força das pernas e da função física ao longo de seis meses.

O ensaio clínico foi conduzido na UBS Barcelona, em Sorocaba (SP). Os resultados foram publicados na revista European Geriatric Medicine e divulgados pelo Jornal da USP.

Como foi o treinamento

Os participantes foram sorteados entre o grupo de treino e um grupo orientado a manter suas atividades habituais.

O programa incluiu três sessões semanais de 30 minutos, com exercícios adaptados, intervalos de recuperação e aumento gradual do esforço. As atividades tiveram supervisão de um profissional de Educação Física.

O que mudou

Os pesquisadores observaram melhora da força das pernas, da velocidade de caminhada e do desempenho no teste de levantar e sentar em uma cadeira. A pontuação de fragilidade diminuiu no grupo treinado, enquanto o grupo de comparação permaneceu relativamente estável.

Fragilidade é uma condição em que o organismo apresenta menor reserva para lidar com problemas de saúde. Pode envolver fraqueza, exaustão e lentidão, comprometendo atividades cotidianas.

Os testes utilizados na pesquisa avaliam capacidades importantes para a independência. A conexão com a vida diária está em movimentos como levantar da cadeira e caminhar, embora o estudo não tenha medido diretamente todas as atividades da rotina.

Resultados promissores, com limites

A pesquisa foi pequena e realizada em uma única unidade de saúde. Não houve acompanhamento após o fim do programa para verificar a manutenção dos ganhos, e os avaliadores sabiam a qual grupo cada participante pertencia.

Os achados indicam potencial para programas com pouca infraestrutura. A aplicação, porém, depende de profissionais capazes de adaptar os exercícios e acompanhar a intensidade e a execução, como ocorreu no estudo.

Fontes: reportagem do Jornal da USP, publicada em 21/10/2026, de Ivanir Ferreira, e artigo científico de Vieira e colaboradores, publicado em 12/08/2026.

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