Idosos que participaram de um programa supervisionado de exercícios com o próprio peso corporal apresentaram melhora da força das pernas, da velocidade de caminhada e do desempenho ao levantar da cadeira. A pesquisa da USP foi realizada na UBS Barcelona, em Sorocaba (SP), e também encontrou redução da fragilidade no grupo que treinou.
Publicado em agosto na revista European Geriatric Medicine, o estudo foi divulgado pelo Jornal da USP em outubro.
O programa em três números
- 24 semanas de duração.
- 3 sessões por semana.
- 30 minutos por sessão, incluindo aquecimento, exercícios intervalados e volta à calma.
Como foi o estudo
A pesquisa sorteou 60 idosos, com idade média de 74 anos, entre dois grupos: um realizou o treinamento e o outro foi orientado a manter suas atividades habituais.
Os exercícios foram adaptados aos participantes, com aumento gradual do esforço e supervisão de um profissional de Educação Física. O programa exigiu pouca infraestrutura.
O que os resultados significam
A pontuação de fragilidade diminuiu progressivamente no grupo que treinou, enquanto o grupo de comparação permaneceu relativamente estável.
Fragilidade é a redução da reserva do organismo para enfrentar problemas de saúde, podendo envolver fraqueza e lentidão. Os testes refletem capacidades importantes para a independência.
A pesquisa avaliou o programa completo, sem isolar o efeito de exercícios, progressão ou supervisão.
O que considerar antes de generalizar
A amostra foi pequena, de uma única UBS, e houve perdas de acompanhamento. Os avaliadores conheciam os grupos. Também faltou acompanhamento após o programa para verificar a manutenção dos ganhos.
Comentário do Coach Orlando: o básico precisa de continuidade
Minha leitura é direta: o básico funciona. E há outro ponto que merece destaque nesta notícia: foram 24 semanas de um programa de treinos supervisionados.
Muitas vezes, concentramos a atenção em ter um treino bem estruturado, dinâmico e cheio de estratégias para melhorar o resultado. Essas escolhas têm seu valor. A continuidade também precisa fazer parte do planejamento.
Na minha visão, a consistência merece tanto destaque quanto a escolha dos exercícios. Repetir os movimentos, comparecer às sessões e acompanhar a evolução são compromissos que dão continuidade ao trabalho planejado.
Isso também exige um plano possível de cumprir. A rotina precisa ser ajustada quando surgem dificuldades, com diálogo entre quem treina e o profissional responsável.
Minha recomendação é: foque no básico, tenha bons profissionais ajudando no processo e, acima de tudo, faça a sua parte.
Cumpra o que foi combinado, comunique suas dificuldades e participe dos ajustes. Um bom planejamento ganha sentido quando se transforma em prática ao longo do tempo.
Fontes
Reportagem do Jornal da USP, de Ivanir Ferreira, publicada em 21/10/2026.
Artigo científico de Vieira e colaboradores, publicado na European Geriatric Medicine em 12/08/2026.
Treinamento presencial com Coach Orlando
A continuidade e o acompanhamento profissional também fazem parte do trabalho que desenvolvo na Vertex, em Vicente Pires, Brasília–DF. Meu foco é ajudar pessoas a construir força e condicionamento para um corpo capaz para a vida.
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